Atendimento psicanalítico para adultos e terceira idade, online e, em situações especiais, também presencial.
Agendar primeira conversa“Penso nas perguntas que não me fiz antes e que me faço agora.”
Nos anos 80 havia um álbum de figurinhas adorável que colecionava definições concisas do amor. Não me arrisco. Definir a psicanálise — ou tampouco o amor — não cabe em uma figurinha.
A prática psicanalítica é uma imersão em si mesmo que revela o que há do outro em mim e, ao mesmo tempo, faz emergir o que de mim eu no outro alieno.
Como numa casa de espelhos, que se transformam em janelas, que se transformam em espelhos; e cujas múltiplas reflexões traçam um caminho ao longo do qual eu me proponho melhor caminhar.
Dar palavras àquilo que insiste, que se repete, que produz mal-estar ou que ainda não sabemos nomear é também permitir uma outra relação com a própria existência.
A psicanálise é para quem deseja ressignificar um mal-estar que, no íntimo, parece estranho e que, sendo estranho, se revela íntimo.
O mal-estar nos invade de formas muito diferentes e nem sempre chega acompanhado de um nome.
Nossas sombras nos confrontam nas relações afetivas e familiares, nos conflitos da vida profissional, nas experiências de deslocamento e pertencimento, no encontro entre diferentes culturas e identidades, nas rupturas e transformações da vida ou na repetição de situações que parecem nos devolver sempre ao mesmo lugar.
Não obstante, eu me proíbo, aqui, qualquer tentativa de sistematização. O mal-estar também pode surgir como um sentimento indefinido, um senso de inadequação, senão propriamente de um mal-estar palpável.
A análise começa pelo contexto em que se colocam esses sentimentos.
Meu atendimento acontece principalmente em sessões online, com a possibilidade de encontros presenciais pontuais em algumas situações especiais.
Nós nos conhecemos numa primeira entrevista de 45 minutos.
Nela, podemos sentir se há entre nós afinidade para um trabalho de análise e combinar os aspectos práticos das próximas sessões.
Para marcar uma primeira entrevista, consulte os horários disponíveis no calendário.
Embora meu atendimento aconteça principalmente online, há situações em que outras formas de encontro podem fazer sentido.
Uma agenda marcada por viagens internacionais e deslocamentos frequentes em pontes aéreas não deveria impedir o desejo de sustentar uma análise.
Para quem vive em trânsito pelos principais aeroportos de São Paulo e da Europa Central, há também a possibilidade de fazermos encontros presenciais ao longo desses deslocamentos. A mobilidade não precisa significar descontinuidade.
Na terceira idade, a construção da relação com a análise e com o analista pode pedir outras condições de encontro. O tempo, o espaço e a familiaridade do ambiente podem participar dessa construção.
Por isso, ofereço também sessões mais longas, ao ar livre ou em um lugar familiar, buscando favorecer a continuidade do processo terapêutico e sua adaptação às condições de cada pessoa.
A arte é uma riquíssima fonte de inspirações subjetivas e oferece recursos diversos de elaboração do inconsciente.
O encontro com uma obra, uma encenação, uma música ou uma instalação pode funcionar como uma provocação à nossa relação com o mundo, mesmo quando aquilo que encontramos nos parece simplesmente feio e fútil.
Ofereço também sessões especiais de análise em ambientes como museus e exposições, quando a experiência artística puder participar do processo de elaboração.
Viver em outra língua é estar sempre buscando palavras. Nossa língua materna guarda uma intimidade difícil de traduzir e poder fazer análise em português é também acolhimento.
Para brasileiros vivendo na Europa, a psicanálise em português não precisa acontecer sempre à distância. Existe a possibilidade de encontros presenciais pontuais, que introduzem, de tempos em tempos, a experiência de uma presença compartilhada dentro de um processo que pode seguir atravessando fronteiras.
Numa neblina entre mundos conflitantes e comunicações inaptas.
Há mais de vinte anos acumulo vivências no exterior e experiências em conflitos pessoais, interculturais e Interidentitário: relativo aos conflitos, tensões ou negociações que surgem no encontro entre diferentes identidades e pertencimentos — culturais, sociais, de gênero, religiosos, nacionais ou étnicos., que se manifestam tanto nos traumas da vida privada quanto nas relações de hierarquia da vida profissional.
Após uma primeira formação acadêmica na USP e na FSFM, meu percurso na psicanálise nasce de uma profunda elaboração histórico-subjetiva das artes e se enraíza em anos de análise pessoal.
Atualmente faço parte do coletivo Kulturraum 405, onde oferecemos sessões de escuta, acolhimento e apoio a dezenas de pessoas a cada semana.
O aprendizado é contínuo, assim como o é a formação de um analista.
A minha segue também pela habilitação estatal alemã para atuação no campo da psicoterapia, com licenciamento em 2027.
Para marcar uma primeira entrevista, consulte os horários disponíveis no calendário.
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